A estação de Entroncamento e o leito original.

Como ja vimos anteriormente, para que os investidores tivessem a autorização do governo na construção da ferrovia, deveriam chegar até Pirapora do Bom Jesus. Seria este um trem de romeiros e pescadores. Esta ligação jamais aconteceu. O local que foi escolhido para dar origem a um ramal para a, na épcoca, importante cidade de Santana do Parnaíba, foi chamado de “entroncamento”. Podemos ver esta situação no mapa acima, onde o leito original da EFPP é contemplado.
A ferrovia sofreu inumeras mudificações em sua cosntrução, para que pudesse atender aos trens de calcário.
Uma dessas modificações foi a construção, em 1914, do minúsculo ramal de Entroncamento. A linha modificada fazia uma curva enorme a direita proximo ao bairro do Polvilho sentido gato preto. Seguindo para a esquerda havia este pequeno ramal que chegava a estação de mesmo nome.
Os trens de passageiros que, oficialmente somente deveriam chegar até ali, saiam de perus, entravam no ramal de entroncamento, la, revertia-se a locomotiva e o trem seguia viagem para o gato preto. Ao retornar de gato preto, o trem fazia esse mesmo caminho, ao contrário, com sentido para perus. Haviam 2 triângulos de reversão em entroncamento. Um na estação e outro na entrada do ramal, para justamente orientar a rota correta dos trens. Deste pequeno ramal que deveria sair o trecho que ligaria perus a Santana de Parnaíba.
Os trens, a estação e o ramalzinho duraram até 1974, quando foi suprimido o serviço regular de trens de passageiros na EFPP. Após isso, a estação foi fechada e os trilhos arrancados. Algum tempo depois a estação foi demolida, restando atualmente apenas suas fundações perdidas no meio do mato.
A estação era uma das unicas oficiais da ferrovia, e aparecia no “Guia Levi”. Ela era utilizada como residência para a familia de um funcionário da estrada de ferro.
Era um predio normal, provido de uma pequena plataforma coberta. A mais saudosa lembrança desta estação era sua grande placa de madeira com o dístico “ENTRONCAMENTO”. Segundo Nilson Rodrigues, esta placa foi guardada por anos em um galpão de Cajamar, juntamente com outras coisas da ferrovia, mas ha um tempo simplesmente sumiu.
(para saber mais e com detalhes, acesse – www.estacoesferroviarias.com.br/e/entroncamento-efpp.htm )

Leandro Guidini é um jovem apaixonado pelas ferrovias do Estado de São Paulo. Desenhista industrial por formação, atua na área da Arqueologia Industrial, pesquisando temas vinculados à ferrovia e fazendas de café, importante binômio do desenvolvimento paulista, sendo autor de livros e artigos. Em suas horas vagas, conduz algumas das velhas Maria-fumaças preservadas na cidade de São Paulo e pratica ferreomodelismo.

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