Category: Ferrovias de Fazendas

Encontre as ferrovias internas das grandes fazendas paulistas!

O Ramal de Santa Rita do Passa Quatro

Trataremos de contar a história de um outro importante ramal agrícola, o famoso “Ramal de Santa Rita do Passa Quatro”, que, nos mesmos moldes da Cia Descalvadense, e até mesmo da navegação fluvial, vinha para ajudar a Cia Paulista na sua difícil situação econômica em fins do século XIX. Utilizou-se, mais uma vez, da astúcia e da influência de seus poderosos acionistas para a criação de empresas e ramais que a ela convergissem, drenando cargas de suas concorrentes diretas (neste contexto a Cia Mogiana, e também a Rio Clarense).

o mítico trenzinho da bitolinha da Cia Paulista, em Santa Rita do Passa Quatro
o mítico trenzinho da bitolinha da Cia Paulista, em Santa Rita do Passa Quatro

Já havia conseguido a Paulista afrontar a Rio Clarense pela linha do ramal descalvadense, e começava as vias da mesma situação com a Mogiana pelo leito do rio Mogy-Guassú. No entanto, isso ainda era pouco para a jovem Paulista. Queria ela estar na outra margem do rio e, após assembleia geral de acionistas Continue reading

O ramal da Fazenda Santa Úrsula

Contaremos a seguir a história deste pequeno ramal ferroviário, um “tramway” (ou “caminho de bonde”, em tradução livre) localizado em uma das propriedades do importante Barão de Ataliba Nogueira.

Trilhos do pequeno ramal em frente a sede
Trilhos do pequeno ramal em frente a sede

A fazenda localizava-se no distrito de Jaguarí, pertencente a Mogi-Mirim, hoje no município de Continue reading

A ferrovia da Fazenda Chimborazo

Para começarmos a falar da Estrada de Ferro Chimborazo (EFC), como a chamaremos, temos que abordar uma outra história, de uma grande organização rural existente em fins do século XIX e meados do XX, a famosa CARP – Companhia Agrícola do Ribeirão Preto.

Trem da CB descarregando sal em um dos terreiros da fazenda Chimborazo.
Trem da CB descarregando sal em um dos terreiros da fazenda Chimborazo.

Não irei me aprofundar nas questões pertinentes à cia, mas é de extrema importância que seja levado em consideração um resumo do que ela foi. As histórias envolvendo a CARP e sua ferrovia infelizmente são cheias de lacunas por ser esta uma empresa privada, não exigindo concessões estaduais ou federais, dificultando a pesquisa.

 

Breve histórico da CARP.

A CARP foi uma empresa criada em 1888 por um grupo de investidores financeiros do Rio de Janeiro, com chamada de capital de aproximadamente 4000 debêntures no valor médio de 150 réis, sendo autorizado o pagamento de resgate pelo Banco da Republica do Brasil em 28 de fevereiro de 1894. Em primeiro de a Continue reading

The São Paulo Coffee Estates Company

Corria o ano de 1893, quando em 5 de dezembro, Antônio Clemente Pinto Filho, o Conde de São Clemente, residente no Rio de Janeiro, compra uma porção de terras em solo paulista, compreendendo algumas fazendas cafeeiras, sendo as fazendas: Chanaan, Santa Olympia, Posses e São Joaquim.

são paulo coffee estates

Todas estas fazendas localizavam-se, naquela época, no município de São Simão, em zona mogiana, possuindo uma enorme produção de café. A grande demanda na produção leva ao fazendeiro a criação de uma ferrovia agrícola, ligando parte de suas fazendas aos trilhos da Cia Mogiana de Estradas de Ferro (CM), em sua estação mais próxima, de “Serra Azul”, que em 1898 altera seu nome para “Canaã”, de modo que não houvesse confusão com a nova estação da Estrada de Ferro São Paulo Minas, mais próxima à cidade de Serra Azul.

Panorâmica da fazenda Canaã, com destaque ao trem no centro da foto.
Panorâmica da fazenda Canaã, com destaque ao trem no centro da foto.

A ferrovia correria toda dentro da zona de privilégio da CM, desta forma, em 19 de novembro de 1895 fora lavrada uma escritura no segundo Tabelião do publico judicial de notas da cidade de Campinas entre o presidente Continue reading

O Ramal da Fazenda Santa Teresa

A Fazenda Santa Theresa, de propriedade da senhora Francisca Maria do Val, era uma das maiores propriedades cafeeiras do município de Ribeirão Preto, sendo dona Francisca considerada uma das “Rainhas do café”, perdendo, por pouco, apenas para a senhora Iria Alvez, dona da Fazenda Pau-Alto. A Santa Theresa possuía um total de mil alqueires de terra, com 800.000 pés de café produtivos, que lhe rendiam cerca de cem mil arrobas de produção por safra (algo em torno de um milhão e meio de quilos).

A sede da Fazenda Santa Theresa.
A sede da Fazenda Santa Theresa.

Apesar de ser dona da propriedade, Dona Francisca, viúva, não vivia em sua fazendo, tendo endereço em São Paulo, em um palacete na Alameda dos bambus no bairro do sumaré, confiando a administração Continue reading