Chuvas, cheias e as bitolinhas.

O problema das grandes enchentes atualmente é tratado como um mal moderno, fruto de uma sociedade com maus hábitos, mas não é necessariamente bem assim que funciona. Desde sempre os rios enchem, e cobram de suar margens um certo espaço, por um período de tempo. Vejamos o caso do Rio Nilo e a antiga civilização egípcia, que dependia diretamente dessa região de várzea, e dependia de chuvas para essas várzeas inundarem.
As ferrovias também sofreram, e ainda sofrem, com essa situação. Na foto acima podemos ver o trem do ramal de Santa Rita cruzando a ponto sobre o rio Mogi Guaçu em direção a Porto Ferreira em tempo de cheia. Notem que o rio esta praticamente no mesmo nível da ponte. Imaginem os transtornos causados por uma cheia desse nível antes dos anos 50, onde tudo era mais difícil. Houve uma grande cheia em 1929 no Mogi, mas nada encontrei a respeito, que dissesse sobre danos a ferrovia, que, sem dúvidas, deve ter tido.
Vemos que esse problema de cheias é um “parceiro” antigo da sociedade, e tentamos despista-lo de vários modos, as vezes com sucesso, e as vezes não. 

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