O Ramal Dumont

É muito interessante e empolgante escrever sobre o ramal Dumont, é fato que foi na fazenda que Santos Dumont criou suas habilidades com a mecânica e tomou gosto por isso. Constam nos relatos que desde pequeno, Alberto teve a autorização de seu pai para conduzir as locomotivas na fazenda. Ele também adorava consertar a maquina de costura de sua mãe e, por suas habilidades, fazia a manutenção dos separadores de café da fazenda.
O Sr Henrique Dumont procurava por terra roxa, quando adquiriu a Fazenda Arindeuva a vinte quilômetros de Ribeirão Preto. Henrique e seu sócio, Francisco Schimidt chegaram a ter 60 fazendas e 30 milhões de pés de café, produzindo 4 milhões de sacas por ano. As terras integravam outras fazendas da região, como Palmital, Cascavel, Boa Vista e Sertãozinho (atual cidade de Sertãozinho). Foi uma das maiores fazendas de café do mundo, Henrique costumava ser chamado de “o rei do café”.
Para o escoamento do café da fazenda, a mogiana, em 1890 construiu o ramal Dumont em bitola de 60 cm, que em 1891 foi vendido a fazenda que passou a operá-lo e cuida-lo, mantendo dentre os serviços, trens regulares de passageiros.
Em 1896, Henrique sofre um acidente de cavalo, desanimado ele resolve vender a fazenda a um grupo inglês, que fundaram a “DUMONT COFFE COMPANY”. Após varias crises, em 1939 os ingleses decidem vender a fazenda e todos os seus ativos, inclusive a ferrovia. Consta que apenas os ramais de carga (que eram 3) seriam erradicados, permanecendo a linha tronco Ribeirão Preto – Dumont para trens de passageiros, mas esta também foi desmontada de seu material vendido. Por quase todo o seu leito, hoje em dia passa a rodovia Ribeirão Preto – Pradópolis. O ramal possuía aproximadamente 25 km de extensão. (Retirado do capitulo sobre o Ramal Dumont do livro “O ramal de Serra Negra, as bitolinhas da Cia Mogiana” – Leandro Guidini – em construção).

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