Resquícios da bitolinha na douradense


Este carro de passageiros foi fotografado em 1975 por José Pascon Rocha, dentro das oficinas de Rio Claro. Ele pertenceu a bitola de 1 metro da Cia Paulista, mas é oriundo da antiga Cia Douradense. A Paulista ja encampou ele na bitola estreita, isso é a verdade, mas fica claro pra mim uma coisa. Ele é oriundo da bitola de 60 cm da Douradense, alargado na própria em alguma data ainda ignorada.
Vejamos alguns pareceres técnicos que notei. Sua altura, largura e comprimento são bem diminutos, menores do que os carros no padrão de bitola métrica, comumente encontrados. Nota-se que seu truque é quase tão largo quanto a caixa, coisa que não é normal na métrica. Estes truques também possuem apenas 2 molas no feixo, o normal para bitola de 1 metro são 3 molas. A escada dele tem apenas 1 degrau.
Enfim, de qualquer forma, mesmo este carro ja não existe mais. Interessante que até na era fepasa, ainda ostentava a pintura da CP, ja bem gasta, mas este carro ja estava encostado, esperando seu fim.
É um belo exemplar, a cores, de um carro de bitolinha.

Leandro Guidini é um jovem apaixonado pelas ferrovias do Estado de São Paulo. Desenhista industrial por formação, atua na área da Arqueologia Industrial, pesquisando temas vinculados à ferrovia e fazendas de café, importante binômio do desenvolvimento paulista, sendo autor de livros e artigos. Em suas horas vagas, conduz algumas das velhas Maria-fumaças preservadas na cidade de São Paulo e pratica ferreomodelismo.

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