O Ramal Descalvadense

A expansão da ferrovia além da cidade de Jundiaí, após a desistência da São Paulo Railway (SPR), pela então formada Cia Paulista de Estradas de Ferro (CP) criou diversas situações que marcaram para sempre a história deste Estado. Conheceremos, então, um resumo sobre a primeira ferrovia agrícola do Estado de São Paulo, que foi fruto de todas estas articulações.

Trem parado na estação de Aurora aguardando retornar para Descalvado
Trem parado na estação de Aurora aguardando retornar para Descalvado

Os trilhos chegam às barrancas do rio Mogi-Guassú através do prolongamento da CP entre a estação de

A ferrovia da Fazenda Chimborazo

Para começarmos a falar da Estrada de Ferro Chimborazo (EFC), como a chamaremos, temos que abordar uma outra história, de uma grande organização rural existente em fins do século XIX e meados do XX, a famosa CARP – Companhia Agrícola do Ribeirão Preto.

Trem da CB descarregando sal em um dos terreiros da fazenda Chimborazo.
Trem da CB descarregando sal em um dos terreiros da fazenda Chimborazo.

Não irei me aprofundar nas questões pertinentes à cia, mas é de extrema importância que seja levado em consideração um resumo do que ela foi. As histórias envolvendo a CARP e sua ferrovia infelizmente são cheias de lacunas por ser esta uma empresa privada, não exigindo concessões estaduais ou federais, dificultando a pesquisa.

 

Breve histórico da CARP.

A CARP foi uma empresa criada em 1888 por um grupo de investidores financeiros do Rio de Janeiro, com chamada de capital de aproximadamente 4000 debêntures no valor médio de 150 réis, sendo autorizado o pagamento de resgate pelo Banco da Republica do Brasil em 28 de fevereiro de 1894. Em primeiro de a

O Ramal da Fazenda Santa Teresa

A Fazenda Santa Theresa, de propriedade da senhora Francisca Maria do Val, era uma das maiores propriedades cafeeiras do município de Ribeirão Preto, sendo dona Francisca considerada uma das “Rainhas do café”, perdendo, por pouco, apenas para a senhora Iria Alvez, dona da Fazenda Pau-Alto. A Santa Theresa possuía um total de mil alqueires de terra, com 800.000 pés de café produtivos, que lhe rendiam cerca de cem mil arrobas de produção por safra (algo em torno de um milhão e meio de quilos).

A sede da Fazenda Santa Theresa.
A sede da Fazenda Santa Theresa.

Apesar de ser dona da propriedade, Dona Francisca, viúva, não vivia em sua fazendo, tendo endereço em São Paulo, em um palacete na Alameda dos bambus no bairro do sumaré, confiando a administração

Ferrovias Agrícolas

A matéria a seguir é introdutória a um longo estudo sobre as ferrovias agrícolas existentes no Estado de São Paulo. Abordarei neste blog, com ênfase nas ferrovias cafeeiras, suas histórias de forma resumida, objetivando trazer ao leitor um panorama pouco abordado do assunto.

Linha decauville na fazenda Guatapará.
Linha decauville na fazenda Guatapará.

Sempre que citamos o binômio café-ferrovias no estado de São Paulo, é impossível não se remeter as grandes ferrovias, como a Cia Mogiana, Sorocabana e Paulista, deixando de lado estas pequenas ferrovias que ajudavam em seu “abastecimento”. O conceito de ferrovia agrícola surge